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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

" LUAR DE AGOSTO "







LUAR DE AGOSTO

Em noite de lua cheia tudo se transforma tudo muda de cor, porque a noite com estrelas, são tecidas em veludo como diamantes.
E em sintonia com o luar, tem brilho prateado e a terra vem embelezar.
Através da janela do Solar, contemplo o luar nascendo atrás do arvoredo,
rasgando a noite, subindo por trás dos montes.

Em noite de lua cheia
tudo se transforma, até as Damas-da-Noite,
enviam perfume de presente que exalam um odor,
que invade o casarão onde mora a poesia.
Em noite de luar há pensamentos de amor espalhados pelas campinas,
que os enamorados aproveitam para as realizar.

Noites de lua cheia de uma beleza infinita. O seu brilho invade as sombras
e penetram pelos vitrais do Solar onde os sonhos habitam, e em cada verso
escrito, os raios do luar vem abençoar.
Em noite de lua cheia reza a lenda, que se avistam sereias de longos cabelos,
pentes prateados para os pentear e seus cânticos encantados para adormecer.

Dizem os poetas de Almas Afloradas, que a noite de lua cheia, é a noite da sensibilidade,onde nascem poemas que o mundo vem alegrar.
Noite prateada muito procurada pelos enamorados que se querem amar,
em recantos resguardados com seus desejos saciados e a lua a testemunhar. Enquanto eu embevecida, permaneço olhando pela janela do Solar, o lindo
luar subindo para dormir no céu onde meu coração está.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

" ME TOQUE "


O toque de minhas mãos em teu rosto
te provoca reações, inimagináveis
evoca tuas emoções, sensações
aviva teus sentimentos, inflama o coração
te dá vida e calor, meu amor.

O toque de minhas mãos nas tuas costas
acende as tuas chamas, é paixão
ouriça todos teus poros, arrepia
fazendo teus olhos brilharem, doce magia
tal qual os raios do sol.





Com a palma de minhas mãos, com ternura
massageando teu corpo, palmo a palmo
eu provoco o teu querer, então me queira
que eu vá além de um toque, no seu toque
que você me queira inteira.

E assim a noite começa, num sonho real
com beijos, abraços, amasso, carinhos
com troca de muito amor neste nosso ninho
Uma noite maravilhosa, maravilhosa
repleta de muito... muito amor.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

" SOU ASSIM "



Não sou apenas uma mulher que sonha,
Eu sou também poesia, beleza, encantamento.
Sou amor, sou coração, sou esperança
E também sou fantasia, com sonhos de criança.

Sou a rosa encarnada, vermelho vinho
No lindo jardim da vida eu floresci
Às vezes sou solidão, sou carente
Também choro escondida e rego a semente.

Sou como a andorinha em seu voo livre
Que busca um novo ninho, nos braços de alguém
Se amo, sempre me entrego, amo intensamente
Pois não vivo sem carinho, sem amor ardente.



Sou a letra da canção, o perfume das flores
Na sinfonia de violinos, no canto do vento
O sentimento dos amantes, este me seduz
Da paixão sou o calor e o alento.

Sou um poema escrito, sou mulher poeta
De um coração a procurar por um amor;
Sou o fogo que aquece nesta espera
Sou mulher, vivo a sonhar por um beijo com sabor.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

" Metade de Mim "


                " Metade de Mim " 

Guardarei no meu coração esta doce lembrança
Eternizada em minha alma e no meu pensar
Em busca de cada detalhe da tua sombra
Suavizando esta suprema dor de te amar.

Carinho, afeto e emoção... tudo se foi
Sentimento jamais esquecido por meu coração
Mas ao perder-te, perdi também toda a razão.
Vivo o viver sem sentido, sem alento, sem emoção.




Queria tanto que soubesse quanto te amo
O quanto fui feliz nos braços teus 
Na verdade daria tudo que tivesse
por seu carinho e somente um beijo seu.

Mas sei que não me ama e nem me quer
Por isso preciso te esquecer...esquecer
Apagar toda essa chama que meu corpo inflama
esquecer outra vez que sou uma mulher
sem paixão, sem desejo e sem querer
E sozinha... lutar pra continuar...continuar a viver.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

" O PICADEIRO DA VIDA "






No picadeiro da vida
quantas vezes me vesti de palhaça
tendo que esconder atrás de máscaras
meus verdadeiros sentimentos,
ri, gargalhei e por dentro chorei      
tenho dentro do peito um amor sufocado
um punhal cravado, sangrando... e doi
e mesmo assim meu sorriso é falso
se faz presente na minha cara pintada
Sangra o coração de palhaça,
mas mostro ao mundo alegria
Pulo, dou gargalhadas e mil cambalhotas
tentando driblar a dor que invade minha alma
No picadeiro da vida
driblando todo o dia, o destino e a sorte
Cara pintada, nariz colorido, descabelada
Disfarçando de toda maneira, a verdade de quem sou
Quem não fez mil piruetas
pra um lugar melhor ao sol,
Quem já não pintou a cara
para poder sorrir...?
Pois foi assim que consegui continuar vivendo
" Eu sou palhaço sem querer..."

segunda-feira, 30 de julho de 2012

" MULHER NATUREZA "






Sou natureza, sou planta, sou flor,
Floresço no outono
Sou quaresmeira, sou sininho,
Sou orquídea e alegria dos jardins.
Floresço no inverno
Sou manacá-de-jardim, sou ipê rosa,
Sou manacá-de-cheiro e amor perfeito.
Floresço na primavera
Sou palmeira, sou gardênia,
Sou orquídea, sou hortênsia e dama-da noite.
Floresço no verão
Sou buriti, sou sibipiruna, sou gloriosa,
Sou beijo-de-moça e amor-agarradinho.
Sou natureza, sou planta, sou flor,
Floresço o ano inteiro
Sou primavera, sou resedá-amarelo,
Sou saia-branca, sou azaléia, sou begônia,
Sou verbena, sou margarida, sou crisântemo,
Sou rosa, jasmim, alfazema e Ipê florido
Sou planta, sou flor, e sou Perfeito Amor
Sou ser vivo, uma mulher natureza
Sou vida, outono e primavera
Sou a beleza da lagoa transparente
Preciso do fogo, do ar, da terra e da água
para ser completa como a vertente.

sábado, 28 de julho de 2012

" VAZIO "










Tento arrancar da alma, a aflição, sou poço fundo como se houvera dentro do meu peito uma mão que aperta o meu coração, então eu escrevo.
Tenho um coração com uma dor que não defino, cuja única poesia é não querer viver de vésperas e o passado, que tentou penetrar no meu presente foi escorraçado pela desesperança e levado de volta ao seu tempo, no começo de mim.
Minhas memórias estão latentes, já que memórias são mentirosas. Então desertei delas.
Com a memória é assim, e também com a verdade.
Nenhuma delas é absoluta.
As minhas verdades são apenas minhas, assim como minhas lembranças (que resolvi abdicar), sendo que a partir de hoje meu passado habita seu devido lugar. Minha realidade está na curva da esquina, espreitando, e na hora certa vai me por contra a parede, e eu não tenho escapatória.
E no presente do indicativo, que é apenas um tempo verbal que define o meu agora, preciso apenas conseguir domar a fera que me reside e me corrói, de forma tal que me desafia encontrar sentido na vida.
Preciso reencontrar a vontade de viver, e vontade de viver não se compra em farmácias, bares, lojas de sapatos ou em lugar nenhum que eu tenha conhecimento.
Vontade é um querer bem forte, mas é coisa impalpável, assim como o amor.
Não se obriga o amor e não se mata o amor.
O amor brota aleatoriamente, num canteiro inesperado dentro da alma das pessoas. É um estabelecer-se sem domínio, sem domesticidade, sem prisão. Não há que se amarrar ou libertar o amor. Ele é por si só o que é.
E acontece exatamente assim com a vontade de viver.
Resta semear e ter uma esperança muito grande (que se chama fé), que a semente vingue. Regar ajuda...
Germinar ou não é obra do acaso ou de uma força alheia a nossa compreensão.
A despeito da minha insuficiência de vontade, ainda percebo a grandeza e a beleza de estar viva. Percebo a benção em poder me levantar, respirar, seguir a vida, e a vida em si é uma dádiva. Eu bem sei.
Mas quem há de curar-me esse sentimento de impotência de aflição e descasos que carrego do meu lado de dentro? O que será que me falta para que esse desgosto ingrato deixe meu peito em paz? 
Não é melancolia, nem é tristeza. Já até pensei que fosse, mas não é. Sei que Amy May Dye é o seu nome, e vive dentro de mim. Não é nada compreensivelmente traduzido por inclemências sensatas e analíticas.
É só uma desmesurada ausência de esperança. É um buraco negro que anda a engolir-me os sonhos, as expectativa, e a fé.
Ai a fé...
Essa força misteriosa que habita as almas mais felizes ou resignadas.
Hoje eu estou que é um desencanto só, e por falar em desencanto, nem minha voz é a mesma, nem meu canto... Daí meus olhos se entristecem ainda mais ao ver minha figura assim tão fragilmente acuada.
E meu coração... 
Está este tão cansado de andar por aqui há tanto tempo, que tenho a sensação de ser secular, como o Jequitibá rosa solitário que resiste corajosamente pela metade no horizonte da minha cidade.
Resta-me ao menos o indiscutível prazer de escrever.
Fazer poemas me mantém viva e por isso, não me importa caso meus versos sejam tristes, e por ser questão de sobrevivência, continuo, porque amo você JÔ.
Escrevo, escrevo e escrevo, numa desesperada tentativa de desesperada de alivia o peito, de lavar a alma, de aniquilar essa dor que não passa e a despeito dessa imensidão de ausências que me habita, a poesia ainda me alimenta.
Viver é uma ciência, mas querer viver é a verdadeira arte.