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terça-feira, 23 de abril de 2013

Jose Sepulveda


Saudade
Amada, dum exílio ledo e frio, 
Perdido pela serra da Lousã, 
Saudades desse nosso amor redio
Te envio no alvor desta manhã
E sinto no meu peito um arrepio
Porque estás longe nesse teu afã
Que faz da tua vida um rodopio
Daqueles que na vida ja não dá...
Paixão vadia, amor que aquece a alma
E tu tão longe... A mente mal se acalma
E é teu olhar eterno pensamento...
Amor presente, simples, inconstante...
Eu quero te abraçar em cada instante,
Sentir-te em mim momento após momento!

domingo, 14 de abril de 2013

AMADA AMANTE



Olho p’ra ti e vejo num instante
Um olhar cândido, sereno… E de repente
Eu vejo à minha frente a amada, amante
Perdida em meu olhar, serenamente…
E o tempo no seu passo galopante
Não para, vai correndo indiferente…
Trocamos mil sorrisos… Doravante
O tempo e de magia à nossa frente
Deixa-me olhar teus olhos com prazer,
Vou desnudar teu corpo de mulher
Beijar teus doces seios triunfante
Deixa-me olhar o teu sorriso lindo
E mesmo vendo o tempo se esvaindo
Tu serás sempre minha amada-amante

DOCE AMADA


Ai minha doce amada que surgiste
Tão cedo em minha vida indiferente
Descansa no meu ombro ternamente
E vive no meu peito outrora triste
Se aí do teu espaço onde me viste
Tu vives nosso amor puro plangente
Protege-o em pensamento ternamente
Que às coisas deste mundo ele resiste
Se vires que te é dado a preservar
De alguma forma o modo deste amar
Tão forte tão intenso que em nós vive

Não deixes nunca amada de me amar
Que possas neste amor me encontrar
E eu possa amor em ti sentir-me livre

José Sepulveda

Meu Castelo... um Sonho








Estou falando com você
Você pode me ouvir
Feche os olhos e escute
Só vou falar uma vez
Bem baixinho, só pra você escutar

Continue de olhos fechados
Apenas escute-me e
Imagine-me
Passando a mão nos seus cabelos
Sentindo seu perfume

Respire, pare e escute
Não abra os olhos ainda
Pois vou te falar
É você... Não há outro alguém
A quem eu possa amar

Que neste mundo imenso
Com tantas pessoas
Mas um único amor
Um diamante bruto
Raro de encontrar
Difícil de conquistar

Agora já pode abrir os olhos
Sorria, sorria pra mim
É a única resposta que pode me dar
Neste momento
Saberei que me escutou
E que senti o mesmo por mim.

CANSAÇO DA GUERREIRA





Minha fragilidade desgovernada impressionam-me.
Sinto a flor da pele, a sensibilidade que me domina.
Meus sentidos registram que não és mais o mesmo.
Não percebi as oscilações das sensíveis mudanças, 
Desmedidamente, perco tudo, até o que não tenho e sinto.
Eu mesma me torno num enorme fardo de sentimentos que me afogam.
Mergulho nesta certeza de ser um nada na sua vida
E sou asfixiada pela sensação de abandono.
Mesmo nunca pedindo nada e nada exigindo, sinto-me só.
Rendo-me!
Batalha perdida esta, a de lutar contra esta minha insistência,
a de ser sensível ao seu amor perene como brisa.
Depondo armas, cerro os olhos e dou permissão as lágrimas;
ao meu corpo, à mente, ao espírito, à alma...ao sonho...ao desejo.
Sinto-me diluindo como água na areia, e estou aqui...
Uma guerreira desalentada, desta luta cansada, baixei minhas armas.
Um espesso véu cobre meu coração... lutar por que?
Você é o que sempre eu quis, o que mais amei,
lutei até sangrar para manter este amor de minha alma
Mas acabei amando sozinha, sonhando sozinha...
Simplesmente existindo!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013




Jose Sepulveda
Fado
Perdi-me em teu olhar, quanta alegria
Eu sinto quando olho para ti
Procuro esse sorriso e simpatia
Que emana dos teus olhos, me sorri
E todo o sofrimento, nostalgia
Do tempo em que no tempo me perdi,
Olhando nos teus olhos se esvazia
Nesse sorriso lindo que em ti vi
Não percas teu sorriso, essa alegria,
Quem sabe, amor, quem sabe se algum dia
Nos vamos encontrar e doravante
Te vais cruzar comigo em qualquer lado
Fazendo do teu fado o mesmo fado
Que canto para ti em cada instante








Jose Sepulveda
O TEU SORRISO
O teu sorriso lindo que aqui vejo
Olhando para mim com meigo olhar
Me traz muita alegria e um desejo
De ver-te numa flor desabrochar
Olhando para ti, sinto o ensejo
De, como numa noite de luar,
Te ver brilhar ao som de um doce harpejo
Em brisa suave, silente sussurrar
E me deleito e inalo o teu perfume
Com sentimento puro, sem queixume,
Das coisas que te causam maior dor
E olhando nos teus olhos te sorrio
Lançando no teu peito o desafio
De te agarrares à vida sem temor…